EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - SEGURANÇA NO TRABALHO
1. DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO DO SETOR
1.1. Estimativas das Dimensões do Segmento de EPIs
O setor de EPIs no Brasil é constituído por aproximadamente 450 empresas fabricantes, localizadas predominantemente (mais de 50%) no Estado de São Paulo. Essas empresas empregam diretamente cerca de 4 mil trabalhadores. Incluindo-se as distribuidoras e os empregos indiretos, essa cifra pode chegar a 15 mil. Não há dados disponíveis sobre a receita total gerada pelas empresas de EPIs. Algumas empresas estimam, para cálculo de sua participação no mercado, que as vendas totais chegam a R$ 100 milhões; em outras, o valor estimado varia de R$ 500 milhões a R$ 700 milhões. A discrepância das estimativas é um bom indicador das dificuldades de obtenção de informações sobre o setor.
Estimativa da Associação Nacional das Indústrias de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho - Animaseg, específica para óculos de segurança, aponta um mercado de aproximadamente R$ 13 milhões para o ano de 1996 (para o primeiro trimestre de 1997, a Associação estima que este mercado tenha atingido R$ 4 milhões, o que projeta um valor de R$ 16 milhões para o total do ano de 1997). Um dos principais representantes do setor, José Roberto Seviere, diretor da Revista Cipa, estima que o setor de segurança como um todo movimenta R$ 4 bilhões anuais no Brasil (Abraseg, Informativo da III Feira de Segurança - 1997).
Cálculos de dimensionamento do potencial do mercado para produtos de segurança (no estimado de usuários x consumo médio estimado x preço médio) devem considerar variáveis de alta ponderação como a duração média dos equipamentos, o preço médio, o número de trabalhadores na indústria de transformação e na construção civil (usuários potenciais de EPIs).
Nesse referencial, podem ser consideradas modestas as estimativas de que o setor de segurança movimenta em torno de R$ 4 bilhões anuais no Brasil - 75% em segurança patrimonial, 19% em EPIs e salários dos profissionais de segurança do trabalho e 6% em consultoria e treinamento.
Basta levar em conta que cada trabalhador (no mínimo os das indústrias de transformação e de construção civil) deveria obrigatoriamente ser usuário de vários EPIs básicos (máscaras, protetores auriculares, calçados de segurança, luvas, óculos, etc.). Estimativas de potencial do mercado, que incluam com o devido peso esses fatores, chegariam a um valor em torno de R$ 1 bilhão só para EPIs.
Independentemente da divergência nos valores estimados, parece evidente a importância para as empresas que se situam nesse mercado de investir em estratégias, ações e recursos que contribuam de forma efetiva para aproximar a demanda atual (traduzida nas vendas totais do setor) e o potencial previsto de mercado (em boa parte ainda não explorado), que pode tornar-se mais atrativo, considerando-se as possibilidades de exportação de produtos com desempenho e design adequados às especificidades de mercados particulares no exterior.
Em termos de exportação, dados da Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo - MICT, relativos a 1993 totalizam um montante em torno de US$ 8 milhões. Os produtos com maior participação nesse total foram: cintos e cinturões (51,7%, dos quais 53,8% fabricados em couro natural); luvas (22,2%) e capacetes (13,8%, dos quais 94,9% em plástico/fibra de vidro).
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